Guarda Municipal de Olinda resgata animais silvestres e participa de ação educativa sobre fauna

GACO resgatou timbu com quatro filhotes e bem-te-vi ferido em Ouro Preto e Peixinhos; animais foram encaminhados ao CETRAS/CPRH

Compartilhe
A Guarda Municipal de Olinda, por meio do Grupamento Ambiental de Olinda (GACO), realizou dois resgates de animais silvestres neste domingo (13), nos bairros de Ouro Preto e Peixinhos. 

As ocorrências envolveram uma timbu fêmea com quatro filhotes no marsúpio e um bem-te-vi com fratura na asa direita. Após o atendimento, os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS/CPRH). 

Por volta das 10h, uma equipe do GACO foi acionada para atender uma ocorrência na Rua Almir Andrade Teixeira, em Ouro Preto. No local, os agentes encontraram uma timbu fêmea adulta (Didelphis aurita) acompanhada de quatro filhotes, que estavam no marsúpio. Os animais apresentavam boas condições e foram resgatados pela equipe.

Na sequência, o grupamento realizou outro atendimento, desta vez na Rua Antônio de Matos Peixoto Guimarães, em Peixinhos. Um bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) foi encontrado com uma fratura na asa direita.

Educação ambiental

Depois dos dois resgates, a equipe do GACO seguiu para Bonsucesso, onde participou da ação “Cuidando do Bem-Estar Animal”, promovida por estudantes do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Brasileiro (UNIBRA). 

A atividade integra o Trabalho Interdisciplinar 2026.2 e teve como objetivo conscientizar a população sobre a presença, a importância e os cuidados necessários com animais silvestres.

A palestra, realizada na Rua Mário Melo, abordou algumas das espécies mais comuns na região, como timbu, saguim, iguana, jiboia e bicho-preguiça. A equipe explicou características dos animais, os cuidados em caso de encontro e a importância de não tentar capturá-los ou manuseá-los sem orientação.

Um dos destaques foi a importância da jiboia para o equilíbrio ambiental. O GACO explicou que, apesar de muitas vezes provocar medo, a espécie não possui veneno e exerce uma função importante no controle da população de roedores e outros pequenos animais, contribuindo para o equilíbrio da cadeia alimentar.

Também foram apresentadas orientações sobre os riscos de contato com animais silvestres. No caso dos saguins, por exemplo, a equipe alertou para a possibilidade de transmissão da raiva por meio de mordidas ou arranhaduras e reforçou a recomendação de não tocar no animal e acionar o grupamento especializado.

A equipe ainda destacou que a legislação ambiental proíbe matar, maltratar ou manter animais silvestres em cativeiro sem autorização dos órgãos competentes. As orientações têm como base a Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais.

A atividade contou com o apoio da Prefeitura de Olinda, da Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (SEMAPU) e da ONG Macassar. Durante a ação, os animais resgatados naquele mesmo dia foram apresentados ao público antes de serem encaminhados ao CETRAS/CPRH, permitindo aos participantes conhecer de perto o trabalho realizado pelo GACO no resgate e manejo da fauna silvestre no município.