O MIMO Festival 2026 movimentou Olinda entre os dias 25 e 27 de setembro com uma programação que ocupou diferentes espaços do Sítio Histórico e, além de música, cinema, oficinas e rodas de conversa, também deixou resultados importantes na área da sustentabilidade. Durante os três dias do evento, a operação de coleta seletiva recuperou 1.370,88 quilos de materiais recicláveis e contribuiu para a geração de renda e a inclusão produtiva de catadores.
Ao todo, 171 catadores foram cadastrados para atuar na coleta, que registrou 894 entregas, uma média de 5,2 entregas por catador. Entre os materiais recuperados estão 717,7 quilos de latinhas de alumínio, equivalentes a aproximadamente 49,5 mil unidades; 465,55 quilos de PET; 111,2 quilos de papelão; e 76,43 quilos de plástico folha.
A ação também contou com medidas de apoio aos trabalhadores. Foram distribuídos 100 kits com bag, luvas, camisa e máscara, além de outras 40 camisas e 300 lanches ao longo do festival. Os materiais coletados foram comercializados por valores que chegaram a R$ 10 por quilo para as latinhas de alumínio, R$ 2 para garrafas plásticas e R$ 0,50 para quilos de papelão e plástico folha.
A operação foi realizada em parceria com a COOCENCIPE – Cooperativa de Materiais Recicláveis de Olinda, com apoio da produção do MIMO. A iniciativa associou a realização de um grande evento cultural à coleta e destinação adequada dos resíduos, fortalecendo a reciclagem, a geração de renda e a valorização do trabalho dos catadores.
Festival ocupou Olinda com música, cinema e formação
Em sua 17ª edição, o MIMO levou ao Sítio Histórico uma programação diversificada, com shows de artistas brasileiros e internacionais, mostra de cinema, workshops e rodas de conversa. Entre os destaques estiveram BaianaSystem, Alice Caymmi, Cida Moreira, Capicua, Tinariwen, Tiken Jah Fakoly e o espetáculo “Nação Zumbi Sinfônico – 30 Anos de Afrociberdelia”.
A programação também ocupou espaços como a Igreja do Carmo, o Mosteiro de São Bento, a Igreja de São Pedro, a Praça do Carmo e o Teatro Fernando Santa Cruz, além do Centro de Educação Musical de Olinda e do Conservatório Pernambucano de Música.
Com a coleta seletiva integrada à programação, o festival mostrou que a realização de grandes eventos pode caminhar junto com práticas de sustentabilidade e inclusão produtiva, transformando parte dos resíduos gerados em materiais destinados à reciclagem e em oportunidade de geração de renda para os catadores.



